Sem dinheiro, prefeitura só fará reforma parcial em escola interditada de Vilhena

Reunião também tratou de escola rural que enfrenta problemas
thumb (38)A secretária municipal de Educação de Vilhena, Geisa Maria Vivan, concedeu entrevista coletiva na manhã de sexta-feira, 29, na sede da SEMED, e falou sobre a situação das escolas Ivete Brustolin, que sofreu interdição por problemas elétricos e hidráulicos, e Progresso, que só não foi interditada por causa da interferência dos pais dos alunos, que se dispuseram a trabalhar numa reforma paliativa para que seus filhos não fossem prejudicados.
Também participaram da entrevista, representantes das duas escolas e do Corpo e Bombeiros, que cobraram da titular da Pasta explicações sobre o andamento das ações que foram acordadas quando das vistorias que evidenciaram os problemas.
No caso da escola Ivete Brustolin, Vivan explicou que estudos foram feitos visando a reforma daquela unidade educacional, e o montante necessário para a obra é de R$ 480 mil. E explicou que para este ano o investimento é inviável, pois o orçamento da secretaria, destinado à reforma de todas as escolas do município, é de R$ 150 mil. “Mas, vamos cumprir o que foi acordado inicialmente, que é a reforma de toda a parte elétrica, cujo processo já está na procuradoria para parecer e acredito que a partir da primeira semana de setembro já poderemos dar o ordem de serviço; já a parte hidráulica nós vamos inserir no planejamento do ano que vem” disse a secretária.
Geisa disse ainda que a SEMED irá se reunir com a empresa vencedora da licitação pelos serviços para a definir um cronograma que não interfira no calendário escolar. “A interdição foi necessária, mas causou um prejuízo para as crianças, como atraso no calendário escolar. Estamos repondo estas aulas aos sábados”, pontuou Silmara de Farias, diretor da Escola Ivete Brustolin, que se mostrou preocupada com a possibilidade da obra provocar novo atraso no calendário escolar.
A reforma na rede elétrica irá permitir à escola instalar os aparelhos de ar condicionado que o estabelecimento  ganhou, mas que ainda não estão em funcionamento porque a rede elétrica atual não comporta. “A gente quer uma escola de qualidade, uma escola melhor para receber nossos alunos, uma escola que tenha uma climatização, porque para uma educação de qualidade é preciso muito mais do que conhecimento, é preciso de um ambiente prazeroso”, disse a diretora, revelando que o colégio Ivete Brustolin é o maior do município, com cerca de mil alunos.
Com relação à Escola Rural Progresso, distante cerca de 50 km de Vilhena, a secretária revelou que a obra já foi licitada, a ordem de serviço está assinada, e os serviços em execução. De acordo com Vivan, o novo prédio terá seis salas de aulas, setor administrativo, cozinha e banheiros. A secretária disse ainda que o prefeito Zé Rover (PP), no dia do lançamento da obra, prometeu construir com recursos próprios mais três salas de aula naquela instituição. A previsão de término das obras é 31 de dezembro. “Esperamos que nossos alunos possam iniciar o ano letivo de 2017 já na escola nova”, confidenciou Silvana Modesto, representante da Escola Progresso.
Questionada se a enorme diferença entre o valor necessário para a reforma de uma única escola (Ivete Brustolin, R$ 480 mil) e o que a secretaria dispõe no orçamento para a reforma de todos os colégios  municipais é fruto da falta de conhecimento dos gestores da situação real da rede de ensino público municipal, Vivan afirmou acreditar que na verdade tal problema tenha sido causado pela crise. “Eu não participei desse planejamento, e não posso dizer que tenha sido por falta de conhecimento dos gestores que passaram por aqui, acredito mesmo que seja mais por causa da crise que obrigou a todos a enxugarem seus orçamentos”, pontuou.
Mas, na conclusão da sua fala, a educadora evidenciou que ainda que as escolas do município estivessem em perfeito estado, tal quantia não seria suficiente para os reparos e manutenções. “Neste momento estamos fazendo um levantamento para podermos deixar um planejamento para o exercício 2017, por que a gente sabe que R$ 150 mil, mesmo que as nossas escolas estivessem perfeitas, ainda assim não seria suficiente por que são 27 unidades educacionais e sempre é necessário se fazer reparos e adequações”, concluiu.
Os representantes do Corpo de Bombeiros, capitão Guedes e sub-tenente Bueno, lamentaram que as interdições causem transtornos, mas explicaram que elas são necessárias sempre que as edificações colocarem em risco a vida.  “Nós entendemos que isso causa contratempos, mas a vida vale mais”, pontuou o capitão Guedes.

Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci

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