
Quatro dessas mulheres apresentaram os sintomas no primeiro trimestre de gravidez, período considerado de maior risco. O material sanguíneo das mulheres foi coletado e enviado para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Porto Velho. O resultado deve ser emitido nas próximas semanas.
A diretora da divisão, Maria Lima Siqueira Sato, explica que o exame que confirma a doença começou a ser realizado na capital em março deste ano. A média da emissão do resultado agora é de 20 dias. Antes, o material colhido era enviado para o Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), e demorava em média 60 dias para ter acesso ao resultado. “Agora o exame chega mais rápido. A coleta dessas gestantes já foi realizada e só estamos aguardando o resultado. É importante que as gestantes façam a coleta até o 5º dia após o início de sintomas”, enfatiza.
CASOS CONFIRMADOS
Neste ano, a Divisão de Vigilância Epidemiológica já confirmou 14 casos de gestantes contaminadas com o vírus da zika. Duas delas apresentaram os sintomas no primeiro trimestre da gestação. “Desse número, duas já tiveram bebê e as crianças nasceram sem nenhuma alteração. As crianças continuarão sendo acompanhadas até os dois anos de idade”, explica Maria Lima.
ZIKA E MICROCEFALIA
Transmitido pelo Aedes aegypiti, o mesmo transmissor da dengue e da chikungunya, a zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.
A grande preocupação, no entanto, é a relação entre a zika e a ocorrência de microcefalia, confirmada pelo Ministério da Saúde no final do ano passado. Mulheres grávidas ou com possibilidade de engravidar devem estar atentas e tomar algumas medidas.
Uma delas é a proteção contra picadas de insetos: evitar horários e lugares com presença de mosquitos, usar roupas que protejam a maior parte do corpo, usar repelentes e permanecer em locais com barreiras para entrada de insetos, como telas de proteção ou mosquiteiros.
A microcefalia é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm. Até este ano, o Ministério da Saúde adotava 33 cm, mas a medida foi alterada de acordo com parâmetros da Organização Mundial da Saúde.
Fonte: G1/Cone Sul
Autor: Eliete Marques