Secretaria de Saúde investiga 31 casos suspeitos de zika vírus em gestantes

thumb (1)Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) investiga 31 casos suspeitos de gestantes estarem com o vírus da zika em Vilhena.
Quatro dessas mulheres apresentaram os sintomas no primeiro trimestre de gravidez, período considerado de maior risco. O material sanguíneo das mulheres foi coletado e enviado para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Porto Velho. O resultado deve ser emitido nas próximas semanas.
A diretora da divisão, Maria Lima Siqueira Sato, explica que o exame que confirma a doença começou a ser realizado na capital em março deste ano. A média da emissão do resultado agora é de 20 dias. Antes, o material colhido era enviado para o Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), e demorava em média 60 dias para ter acesso ao resultado. “Agora o exame chega mais rápido. A coleta dessas gestantes já foi realizada e só estamos aguardando o resultado. É importante que as gestantes façam a coleta até o 5º dia após o início de sintomas”, enfatiza.
CASOS CONFIRMADOS
Neste ano, a Divisão de Vigilância Epidemiológica já confirmou 14 casos de gestantes contaminadas com o vírus da zika. Duas delas apresentaram os sintomas no primeiro trimestre da gestação. “Desse número, duas já tiveram bebê e as crianças nasceram sem nenhuma alteração. As crianças continuarão sendo acompanhadas até os dois anos de idade”, explica Maria Lima.
ZIKA E MICROCEFALIA
Transmitido pelo Aedes aegypiti, o mesmo transmissor da dengue e da chikungunya, a zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.
A grande preocupação, no entanto, é a relação entre a zika e a ocorrência de microcefalia, confirmada pelo Ministério da Saúde no final do ano passado. Mulheres grávidas ou com possibilidade de engravidar devem estar atentas e tomar algumas medidas.
Uma delas é a proteção contra picadas de insetos: evitar horários e lugares com presença de mosquitos, usar roupas que protejam a maior parte do corpo, usar repelentes e permanecer em locais com barreiras para entrada de insetos, como telas de proteção ou mosquiteiros.
A microcefalia é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm. Até este ano, o Ministério da Saúde adotava 33 cm, mas a medida foi alterada de acordo com parâmetros da Organização Mundial da Saúde.

Fonte: G1/Cone Sul
Autor: Eliete Marques

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