
Ao pedir que a Câmara aprove o projeto, Rover explicou que, recente decisão do STF considera ilegal a escolha de diretores escolares pela própria comunidade, como aconteceu em Vilhena por duas vezes. Este ano, os novos diretores seriam escolhidos em novembro, mas este pleito também ficará cancelado caso os vereadores aprovem a proposta.
No ofício em que encaminhou a matéria ao Legislativo vilhenense, Rover alega estar adotando a medida para não ferir a Constituição, que prevê apenas duas hipóteses para o preenchimento de cargos públicos: concurso ou livre nomeação pelo poder público.
Educadores estão preocupados com a mudança, que será feita às vésperas de uma campanha eleitoral. Pela regra a ser votada na Câmara, os diretores eleitos podem ser substituídos por outros, indicados por critérios políticos. O medo é que, sujeitos a interferências políticas, os estabelecimentos municipais de ensino percam qualidade. “Além disso, é um desrespeito com os pais, mães e toda a comunidade que foi votar para a escolha dos diretores”, desabafa a mãe de uma aluna.
Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação