O prefeito de Vilhena, José Luiz Rover, já teria batido o martelo e se predisposto a entregar a responsabilidade do Hospital Regional e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o governador do Estado, Confúcio Moura. A informação é de pessoas mais próximas ao mandatário municipal que revelou não ter mais condições financeira de manter os custos financeiros da maior unidade hospitalar do Cone Sul de Rondônia.
Dados da secretaria de Saúde revelam que em média os gastos na Saúde em Vilhena gira em torno de seis milhões de reais por mês, não penas no Hospital Regional e UTI, mas também em toda a rede básica. Esse valor seria referente a 30% do orçamento geral do município que mensalmente seria o equivalente a R$ 20 milhões por mês. No final de 2015, a Câmara de Vereadores aprovou um orçamento de R$ 244.374.925,96 para que a prefeitura gerenciasse durante todo o ano de 2016.
Se o repasse fosse seguido rigorosamente, os valores para a Saúde em Vilhena não ultrapassaria os três milhões de reais, o que corresponde a 13% do orçamento anual. Mas, segundo fontes, a falta de repasses estaduais tem obrigado a prefeitura a sangrar um pouco mais o cofre orçamentário para que a Saúde municipal, nos últimos meses, não parasse de vez por todas.
Fontes de dentro do Paço Municipal garantem que, caso a prefeitura entregue o HR e a UTI, a gestão Rover passaria a se responsabilizar penas pela Saúde Básica. No entanto, as áreas de alta complexidade, como tem o Hospital Regional e a UTI, ficariam sob a competência do governo do Estado. “Se as coisas caminharem desta forma com certeza o município teria muito mais condições de atender a população”, revelou um servidor da secretara de Saúde.
Hoje, o setor de Saúde Pública de Vilhena, tanto na rede básica, quanto no Regional e na UTI, atende todos os municípios do Sul de Rondônia, de outras localidades da Zona da Mata, do Centro-Sul rondoniense, além de todo o Noroeste do Mato Grosso.
A saída, na avaliação de assessores da prefeitura, seria acabar com os convênios assinados com o governo, pois estes atrasam e põem em risco o orçamento municipal. “Dentro do orçamento anual do governo de Rondônia já deveria estar dotado de uma rubrica, ou seja, incluído diretamente sem a necessidade de repasse por convênio. Se o governo do Estado dispor mensalmente do seu orçamento dois milhões de reais, com certeza já ajudaria e muito a Saúde Pública de nosso município. Enquanto isso não acontecer, Vilhena continuará sem ter condições de manter e arcar sozinha o atendimento na Saúde”, argumentou a fonte.
Redação Positiva FM
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