
O que vem atrasando a coleta em vários bairros, gerando a irritação dos moradores, é a falta de caminhões da Semosp. Sucateada, a frota municipal é insuficiente não apenas para a limpeza urbana, mas também para a execução de outros serviços, como o de carros-pipa, que não conseguem abastecer escolas e postos de saúde neste período de estiagem.
E o problema atinge outras Pastas municipais, já que os veículos da prefeitura deixaram de receber manutenção desde o ano passado. Temendo enfrentar problemas na justiça e até ficarem sem receber, as empresas do segmento evitam disputar o serviço.
Com isso, as ambulâncias, indispensáveis para a remoção de pacientes, também ficam mais paradas do que rodando. E, mesmo assim, as que são utilizadas recebem manutenções emergenciais e nem sempre garantem conforto e segurança a motoristas e doentes.
E, enquanto transtornos e prejuízos são registrados em vários órgãos municipais, em diferentes oficinas da cidade são encontrados veículos e maquinário aguardando reparos. Uma situação curiosa: mesmo havendo dinheiro para muitos dos consertos, as firmas evitam até mesmo participar de licitações, temendo que o procedimento seja contestado e todo o trabalho resulte em prejuízos.
Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação