Esquema desbaratado pela PF em Vilhena envolvia agiotagem e até servidores

Embora os documentos ainda não tenham sido protocolados, expandindo a denúncia sobre um esquema de extorsão que já provocou a prisão de quatro vereadores em Vilhena, o FOLHA DO SUL ON LINE obteve informações sobre o que ainda vem por aí.
O material que pode levar mais parlamentares e até empresários à cadeia inclui cheques, documentos e depoimentos de “laranjas” envolvidos na ação criminosa. Um agiota da cidade já teria confirmado o desconto dos cheques mediante comissão.
Para dar uma idéia do quanto o esquema seria vultoso, basta lembrar que as prisões feitas até agora se referem a um único empreendimento do setor. Há indícios de que a prática funcionava há anos na cidade e novas vítimas dos achaques parlamentares podem complicar a vida inclusive de quem nem exerce mais mandatos.
Segundo uma fonte do FOLHA DO SUL ON LINE, além das propinas pagas por empresários, o esquema envolvia também servidores comissionados do município. Esses funcionários públicos tinham parte dos salários descontados para quitar o pagamento de terrenos, dando aparência de legalidades às transações.
LARANJAL
A PF, que conduz as investigações, não passa detalhes dos depoimentos, mas informalmente, o site descobriu que são várias as pessoas que “emprestaram” seus nomes para a escrituração dos imóveis recebidos a título de propina.  A maioria sequer tem renda suficiente para a aquisição dos terrenos, o que facilita a descoberta da fraude.

Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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