69 famílias aguardam divisão de fazenda pelo Incra

O líder camponês garante que a entidade que comanda condena a violência na luta pela terra. Evaldo diz que as 69 famílias que integram a entidade, são cadastradas no Incra para receber um lote e usam apenas meios legais para fazer suas reinvindicações. “Tudo o que buscamos, por meios pacíficos e com documentos, é um pedaço de terra para que possamos criar nossos filhos”.
A associação comandada pelo motorista mantém um acampamento na Linha 130, onde vivem as famílias, enquanto aguardam decisão do Incra sobre uma fazenda de 800 alqueires, que eles esperam ver dividida entre os pequenos agricultores. Uma parte dos militantes da associação trabalha na cidade e retorna ao acampamento no período noturno.
Pistori explica que, ao contrário do que muita gente supõe, os associados que tentam obter um quinhão de terras através da mobilização coletiva, não são pessoas que querem tomar a propriedade alheia. “O que nós fazemos é contestar áreas que estão em mãos de pessoas que usaram artifícios documentais para invadir o que não lhe pertence. Os verdadeiros invasores são os grandes latifundiários que chegam até a fraudar documentos para ocupar propriedades alheias”, argumenta.
CRIME AMBIENTAL
Pistori trouxe fotografias para mostrar que a área pretendida pelas famílias, que fica a cerca de 22 km de Vilhena, na Linha 135, vem sendo devastada pelo fogo desde o último domingo. Após desmatar e enleirar a terra, pessoas ainda não identificadas teriam colocado fogo na vegetação, destruindo inclusive reservas de matas nativas no local.
Fonte: Folha de Vilhena