
Entre outubro e novembro do ano passado os agricultores de Cerejeiras contabilizaram 22 dias diretos sem chuva. A escassez de água coincidiu bem no período da semeadura da soja, prejudicando a germinação das sementes. Houve casos de plantadores que tiveram de fazer o replantio da oleaginosa.
Agora, no início de 2016, o problema é outro. Quem plantou primeiro a soja no interior do Cone Sul, e teve a sorte de ter uma chuva na semana da semeadura, já está colhendo os grãos. Mas mesmo assim as primeiras safras deste final de janeiro estão sendo menores do que a média histórica para a região.
Outra preocupação dos agricultores é para quem vai colher nos próximos meses (fevereiro e março). “Neste período pode ocorrer o oposto do que aconteceu no ano passado. Enquanto faltou chuva em 2015 para germinar o grão, pode chover demais na colheita”, diz um plantador de Cerejeiras.
Essas duas realidades – a escassez de chuva na semeadura no ano passado e o possível excesso de água na colheita deste ano – podem proporcionar um prejuízo maior que o já calculado pelos agricultores. “Se tudo der certo, no geral a região já vai ter um prejuízo bruto de 20 por cento na colheita deste ano. Se chover demais nesta safra esse prejuízo pode ser maior no final”, diz um engenheiro agrônomo, que tem um escritório de assistência técnica rural em Cerejeiras.
Fonte: Folha do Sul
Autor: Rildo Costa