Mulheres se passam por repórteres e furtam égua de aposentado

aposentadoO aposentado José Antunes da Silva, de 72 anos, está a procura de uma égua, furtada na tarde de quarta-feira (17), em Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho. Ele conta que o animal estava em um pasto no Setor 23, quando foi levado por duas mulheres. “Trabalhadores que estavam fazendo um serviço próximo nos contou que duas mulheres se identificaram como repórteres, disseram que tinham recebido uma denúncia de maus tratos e levaram a égua”, conta.

O idoso explica que trabalhava como carroceiro para ajudar na renda familiar. No entanto, ele precisou fazer uma cirurgia, há cerca de 40 dias, e vendeu a carroça. O animal ficou aos cuidados do filho, e também estava a venda. “Eu fiquei nervoso com esta notícia. Quero ela de volta. Ela está ferrada nas quatro patinhas e é bem bonita”, diz.

O animal, segundo o aposentado, está avaliado em cerca de R$ 2 mil. O filho dele, o jardineiro Zenildo Antunes da Silva, de 38 anos, conta que colocou a égua em um pasto de um conhecido, e que cuidava dela diariamente. Ele procurou a delegacia na quinta-feira (19) e foi orientado a buscar a Vigilância Sanitária do município.

“Tenho testemunhas que cuido dela diariamente, direitinho. Quando cheguei no pasto,  os homens que estavam trabalhando perto, contaram que duas mulheres estavam com crachás, mas eles não identificaram o que estava escrito. Elas disseram que eram de um jornal, que iriam fazer uma reportagem, que o animal estava amarrado há três dias com fome e sede”, conta.

Depois de receber a informação, Zenildo diz que foi atrás do animal pela rua onde as mulheres teriam passado, mas não o encontrou. “Achei esquisito. Elas poderiam fazer a filmagem, mas não levar o animal. Na vigilância não tinha nenhuma informação. Então eu suspeitei que foi um furto”, conclui o jardineiro, que pretende procurar a delegacia novamente para registrar a ocorrência.

Vigilância Sanitária
A coordenadora da Vigilância Sanitária de Vilhena, Roseli de Castro, afirma que está na gestão há um ano, e neste período, o órgão não recebeu nenhuma denúncia acerca de maus tratos a animais de grande porte.

Roseli ressalta que em casos de denúncia, o dono do animal é procurado. “Nestes casos, o protocolo é ir ao local e averiguar a situação. Caso seja confirmado, o dono pode ser notificado ou autuado. No município não há centro de zoonoses para receber os animais”, salienta.

Fonte – G1

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